sábado, 17 de janeiro de 2009

A invasão de Israel...

O que fazer quando alguém invade a sua casa? O que fazer quando esse invasor é alguém que você expulsou de sua própria casa? E o que fazer quando esse problema é da dimensão de um país e dois povos?

O que começa errado tende a continuar errado.

Vocês sabiam que não existe, de acordo com reportagem da a revista Le Monde Diplomatique Brasil, de outubro de 2007, indícios históricos da expulsão dos judeus pelo Império Romano, o que, conseqüentemente, derrubaria por terra a chamada Diáspora?

O que houve, segundo a reportagem, foram tribos judáicas que resolveram conquistar terras além daquela região, se fixando especialmente no norte da África e, posteriormente, na Península Ibérica, durante o domínio árabe nesta região. Ninguém foi expulso para reclamar retorno.

Judeus, árabes e cristãos conviviam bem até a criação do Estado Judeu. A região, por ser rota entre a Ásia e a Europa, foi históricamente disputada por inúmeros povos e Estados e sempre houve conflitos nessa região. (Escrevo isso para deixar claro que se trata de uma zona geográfica que sempre foi complicada de se lidar.)

Os problemas surgiram quando criaram o Estado Judeu e não criaram o Estado Palestino. Os palestinos, de uma hora para outra, se viram obrigados a sair de suas casas, e não receberem asilo dos demais países árabes já que a aceitação desses expulsos seria a aceitação da criação de Israel e da legitimidade do êxodo de todo um povo muçulmano que antes havia lá.

É difícil dizer quem está certo e quem está errado. É difícil condenar aquele que lança mísseis contra que o expulsou de sua casa assim como é difícil condenar aquele que invade a terra de seu inimigo para fazê-lo parar de atacar. O que começa errado tende a dar errado...

Na minha opinião, Israel deveria ser um país laico e todas os decendentes dessas famílias expulsas deveriam ser indenizados e trazidos de volta a suas terras. Obviamente não às suas casas de 60 anos atrás, mas a lugares onde pudessem viver e serem felizes. A separação arbitrária gerou muito mais conflitos que a convivência pacífica de antes. Juntos havia paz, separados há guerra.

1+1>2 quando se quer!

Espinha ereta, mente quieta e coração tranqüilo.

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